Atribuímos demasiada importância ao que somos, fomos e poderíamos ter sido, ao que sentimos ou ao que esquecemos, ao que falamos e ao que calamos, ao que rimos ou que choramos, ao que sabemos e ao que ignoramos, ao que lemos e ao que devolvemos à estante ... É bom não esperar nada dos outros seres humanos (ou de nós) e ter a mochila suficientemente leve para a pôr aos ombros e ir até ao porto/aeroporto/gare mais próximo sem lamentar o que se deixa para trás ... Sair de casa não é uma fuga, é apenas uma mudança de morada ...
PS: Daqui se percebe que não concordo com o Whittier, quando ele diz: "De todas as palavras tristes que escorrem da língua ou da pena. As mais tristes são: 'podia ter sido'" ... Revejo-me antes no Rabelais: "Devo muito; não tenho nada. Dou o que resta aos pobres"
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